
Vasectomia: Como Funciona, Recuperação e Reversão
Entenda como é feita a vasectomia, o tempo de recuperação, a cicatriz, a ejaculação após a cirurgia e a possibilidade de reversão do procedimento cirúrgico.
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

A videolaparoscopia é uma cirurgia feita por incisões (cortes pequenos) na barriga, em vez de um corte grande como na cirurgia tradicional. Por uma dessas incisões, geralmente perto do umbigo, o médico introduz uma câmera, que mostra o interior do abdômen ampliado em um monitor, em tempo real.
Antes de começar, o abdômen é inflado com um gás específico para o procedimento, criando espaço para que o cirurgião trabalhe. Pelas outras incisões, bem pequenas, entram os instrumentos cirúrgicos, que o médico controla olhando o monitor. Assim, dá pra operar sem precisar de um corte grande.
Comparada com a cirurgia tradicional, a videolaparoscopia costuma trazer:
Menos dor depois da cirurgia
Menos perda de sangue
Internação mais curta
Recuperação mais rápida
Cicatriz bem menor
Custo total mais baixo, em muitos casos
Isso acontece porque o corte é bem menor; assim, a resposta à cicatrização é mais rápida e menos intensa, diminui o risco de infecção na ferida e faz a pessoa voltar mais rápido à rotina e ao trabalho.
Hoje, a videolaparoscopia é considerada a melhor forma de operar em vários casos, como:
Retirada da vesícula biliar
Retirada do apêndice: inclusive em casos de apendicite aguda
Cirurgias ginecológicas: como retirada do útero, tratamento de endometriose, cistos no ovário e investigação de infertilidade ou dor pélvica
Cirurgias no intestino: incluindo remoção de tumores no cólon
Algumas cirurgias oncológicas: em casos específicos de estômago e pâncreas
Cirurgias de parede abdominal: correções de hérnias
Em cirurgias de urgência, a técnica por vídeo costuma ser mais difícil de aplicar, principalmente quando há alterações sanguíneas no paciente ou aderências (tecidos grudados) extensas. Quando há alterações hemodinâmicas (alterações sanguíneas), a cirurgia por vídeo é contraindicada.
A recuperação costuma ser bem mais rápida do que na cirurgia aberta. Os protocolos modernos recomendam:
Começar a se alimentar e a se movimentar ainda no dia da cirurgia, quando possível
Controlar a dor com analgésicos e anti-inflamatórios, deixando os remédios mais fortes (opioides) só para quando a dor não melhora com o resto
Retirar sondas e cateteres o quanto antes, muitas vezes ainda no mesmo dia
Diminui os riscos de trombose, pois o paciente consegue iniciar a sua movimentação mais cedo
Para receber alta com segurança, o paciente geralmente precisa atender a critérios definidos pelo médico responsável para, então, voltar para casa o quanto antes.
Mesmo com todas as vantagens, a videolaparoscopia também tem riscos, embora não sejam comuns:
Lesões em vasos sanguíneos, intestino ou vias urinárias, principalmente na hora de introduzir os instrumentos
Embolia gasosa, rara, mas com possibilidade de acontecer
Dor no ombro, causada pelo gás que sobra no abdômen, um desconforto comum, mas não grave
Alterações na pressão, na respiração e no funcionamento do coração causadas pelo gás usado na cirurgia.
Algumas situações pedem mais cautela, como hérnias abdominais grandes ou certas doenças clínicas graves. Já quadros de infecção espalhada pelo abdômen ou obstrução intestinal grave com sangramento costumam ser vistos como contraindicações mais sérias, mas a decisão final sempre depende da avaliação do cirurgião, caso a caso.
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Dra. Allana Paula, cirurgiã geral
CRM/RO 4922 · RQE 2253

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